A ansiedade no corpo
Por Instituto Sonar.E
A ansiedade nem sempre começa como um pensamento claro. Talvez você nunca tenha percebido, mas antes de pensar vocês sente! Leia este artigo sobre a ansiedade no corpo e conheça.
A ansiedade no corpo. Onde ela realmente começa.
A pessoa pode sentir aperto no peito, tremor, falta de ar, enjoo, tontura, coração acelerado, tensão muscular, dor no estômago ou uma sensação estranha de que algo ruim vai acontecer. Em muitos casos, antes mesmo de conseguir explicar o que está sentindo, o corpo já está reagindo. Veja mais em: Ansiedade começa no corpo.
Isso não significa que a dor “é coisa da sua cabeça”. Pelo contrário. O corpo participa profundamente da experiência emocional.
1. A Neurociência Afetiva nos mostra porque a Ansiedade começa no corpo.
A Neurociência Afetiva ajuda a compreender que emoção não é apenas uma ideia mental. Emoção envolve corpo, cérebro, memória, contexto e história de vida. Antonio Damásio mostrou em seus estudos que os sinais corporais têm papel importante na forma como sentimos, reagimos e tomamos decisões. O corpo não é um detalhe do sofrimento emocional. Ele faz parte da experiência. A ansiedade começa no corpo.
Lisa Feldman Barrett explica que o cérebro está constantemente interpretando sinais internos do corpo. Esse processo é chamado de interocepção. Em outras palavras, o cérebro lê o que acontece dentro de você: batimentos cardíacos, respiração, tensão, temperatura, desconfortos e alterações fisiológicas. A partir disso, ele tenta dar sentido à experiência.
2. A ansiedade no corpo é o começo, mas tem tratamento.
Por isso, uma pessoa ansiosa pode sentir o corpo em alerta mesmo sem existir um perigo real naquele momento. O cérebro pode estar interpretando sinais internos como ameaça. O corpo, então, se prepara para se defender: acelera, tensiona, prende a respiração, aumenta a vigilância e deixa a pessoa em estado de prontidão.
Na Terapia de Reintegração Implícita, olhamos para esses sinais com muita seriedade. A pergunta não é apenas: “como faço esse sintoma parar?”. A pergunta mais profunda é: “que aprendizado emocional pode estar por trás dessa reação?”.
Muitas vezes, o corpo aprendeu a reagir antes que a pessoa consiga pensar. Uma situação atual pode ativar uma memória emocional antiga, uma sensação de insegurança, uma experiência de abandono, cobrança, medo, rejeição ou impotência. A mente adulta pode até dizer: “não tem motivo para eu estar assim”. Mas o corpo responde como se ainda precisasse se proteger.
É por isso que apenas tentar controlar a ansiedade nem sempre funciona. A pessoa respira, tenta se acalmar, pensa positivo, se distrai, mas a sensação volta. Não porque ela é fraca, mas porque o sofrimento pode estar organizado em níveis mais profundos do que a explicação racional.
Isso não significa que toda dor no peito, falta de ar ou tontura seja ansiedade. Sintomas físicos precisam ser avaliados com responsabilidade. Quando há dor intensa, desmaio, falta de ar importante, alteração cardíaca ou qualquer sinal preocupante, é necessário procurar atendimento médico. Cuidar do emocional não exclui cuidar do corpo.
Mas quando os exames estão normais, quando os sintomas aparecem em momentos de tensão, quando o corpo parece viver em alerta e quando a pessoa percebe que sua vida está sendo limitada pelo medo, talvez seja hora de olhar para essa ansiedade com mais profundidade.
No Instituto Sonar.E, a Terapia de Reintegração Implícita busca compreender os aprendizados emocionais que sustentam o sofrimento. O processo é individual, presencial e conduzido com cuidado, sem prometer cura e sem tratar a pessoa como um conjunto de sintomas.
Se esse texto fez sentido para você, talvez o seu corpo esteja tentando mostrar algo que merece ser escutado com seriedade. E, se chegou o momento de olhar para isso com ajuda profissional, nossa equipe pode orientar você sobre o melhor próximo passo.
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Referências
NIMH, Panic Disorder, sobre sintomas físicos como dor no peito, palpitações, falta de ar, tontura e desconforto abdominal.
DAMÁSIO, Antonio. The somatic marker hypothesis and the possible functions of the prefrontal cortex.
BARRETT, Lisa Feldman. The theory of constructed emotion: an active inference account of interoception and categorization.