Dor no coração pode ser ansiedade? Entenda com responsabilidade

Dor no coração pode ser ansiedade?

Por Instituto Sonar.E

Sentir dor no coração assusta. E precisa assustar mesmo, no sentido de fazer a pessoa prestar atenção ao corpo e buscar avaliação quando necessário.

Muita gente pesquisa no Google: “dor no coração pode ser ansiedade?”. A resposta é: pode, mas não deve ser tratada automaticamente como ansiedade.

A ansiedade pode causar sintomas físicos intensos. Em crises de ansiedade ou pânico, a pessoa pode sentir coração acelerado, aperto no peito, falta de ar, tremores, tontura, enjoo, suor, formigamento e uma sensação forte de perigo. O National Institute of Mental Health descreve sintomas como coração disparado, dificuldade para respirar, tontura, dor no peito e náusea em ataques de pânico. Veja mais em: Pânico.

Mas isso não significa que toda dor no peito seja emocional. Dor no peito, aperto, falta de ar, sensação diferente ou sintoma novo precisam ser avaliados com responsabilidade, principalmente quando a dor é intensa, incomum, vem acompanhada de falta de ar, desmaio, suor frio, náusea intensa, irradiação para braço, costas, mandíbula ou quando a pessoa tem histórico cardíaco. A Mayo Clinic orienta buscar ajuda médica em sintomas de pânico porque eles podem se parecer com problemas sérios, como infarto.

Então, antes de pensar em terapia, existe uma regra simples: se a dor é nova, forte, diferente ou preocupante, procure avaliação médica.

Depois que causas físicas importantes foram avaliadas, aí sim faz sentido olhar para o aspecto emocional. Muitas pessoas fazem exames, não encontram alteração cardíaca significativa e continuam sentindo aperto, dor, palpitação ou sensação de ameaça em situações de tensão. Nesses casos, o corpo pode estar expressando um estado de alerta emocional.

A Neurociência Afetiva ajuda a compreender esse processo. A ansiedade não acontece apenas na mente. Ela envolve corpo, cérebro, memória, respiração, sistema nervoso e interpretação de perigo. Quando o cérebro entende que há ameaça, mesmo que essa ameaça não esteja claramente presente, o corpo se prepara para reagir. O coração acelera, a musculatura tensiona, a respiração muda e a pessoa pode sentir dor, aperto ou desconforto.

Antonio Damásio mostrou, em sua hipótese dos marcadores somáticos, que o corpo participa das emoções e das decisões. Isso significa que aquilo que sentimos no corpo não é separado da vida emocional. Muitas vezes, o corpo carrega sinais de medo, insegurança, proteção e alerta antes mesmo de a pessoa conseguir explicar racionalmente o que está acontecendo.

Lisa Feldman Barrett também contribui para essa compreensão ao mostrar que o cérebro interpreta os sinais internos do corpo. Esse processo é chamado de interocepção. A partir desses sinais, o cérebro constrói uma experiência emocional. Por isso, uma alteração corporal pode ser interpretada como perigo, e essa interpretação pode intensificar ainda mais a ansiedade.

Na Terapia de Reintegração Implícita, olhamos para esses sintomas com seriedade. A pergunta não é apenas: “como parar essa dor?”. A pergunta mais profunda é: “o que o seu sistema emocional pode ter aprendido para viver em estado de alerta?”.

Às vezes, a dor no coração aparece em pessoas que viveram muito tempo tentando ser fortes. Pessoas que acumulam tensão, guardam medo, engolem tristeza, evitam conflitos ou vivem em ambientes emocionalmente inseguros. O corpo, em algum momento, começa a mostrar que não está apenas cansado. Ele está sobrecarregado.

Isso não quer dizer que a dor seja imaginária. Quer dizer que o corpo pode estar participando do sofrimento emocional.

Se você sente dor no coração ou aperto no peito, o primeiro passo é cuidar da sua segurança física e buscar avaliação médica quando necessário. Mas, se os exames estão normais e a sensação continua voltando em momentos de ansiedade, medo, tristeza ou sobrecarga, talvez seja hora de olhar para isso com mais profundidade.

No Instituto Sonar.E, a Terapia de Reintegração Implícita é um processo individual, presencial e cuidadoso, voltado à compreensão dos aprendizados emocionais ligados ao sofrimento. Sem promessa de cura, sem julgamento e sem tratar o corpo como inimigo.

Se esse texto fez sentido para você, talvez seu corpo esteja pedindo uma escuta mais séria. E, se fizer sentido, nossa equipe pode orientar você sobre o próximo passo para buscar ajuda profissional.

Conheça em: https://sonaremocional.com.br/terapia-breve-presencial-em-fortaleza/

Compartilhar o post

Posts Relacionados